Ensaio clínico aponta melhora no desempenho cognitivo e aumento dos níveis de creatina cerebral em mulheres na perimenopausa.
A relação entre a suplementação de creatina e a saúde cognitiva durante a perimenopausa vem ganhando atenção da comunidade científica. Um ensaio clínico randomizado recente investigou os efeitos da creatina hidrocloro em mulheres nessa fase da vida e identificou resultados positivos em indicadores relacionados ao desempenho cerebral.
Segundo o estudo, a redução dos níveis de estrogênio característica da perimenopausa pode comprometer a síntese endógena de creatina no sistema nervoso central, contribuindo para alterações no metabolismo energético cerebral. Esse mecanismo tem sido apontado como uma das possíveis explicações para sintomas cognitivos frequentemente relatados, como dificuldades de concentração e lentidão no processamento de informações.
Na pesquisa, participantes que receberam suplementação com creatina hidrocloro apresentaram melhora no tempo de reação e um aumento de 16,4% nos níveis de creatina no córtex frontal, enquanto o grupo placebo registrou variação de 0,9%. Os autores também destacam que, nas doses terapêuticas avaliadas, o perfil de segurança observado foi consistente com evidências anteriores, sem indicação de efeitos adversos renais.
Os resultados reforçam o interesse crescente pelo papel da creatina além da nutrição esportiva, ampliando seu potencial de investigação em áreas como saúde feminina e envelhecimento. Embora os achados sejam promissores, a adoção da suplementação deve ser baseada em avaliação individual e orientação de profissionais de saúde, à medida que novas evidências clínicas continuem a consolidar sua aplicação nesse contexto.

