Tecnologia criada em parceria com o ITAL utiliza fermentação para enriquecer a farinha do mesocarpo do babaçu, transformando um subproduto pouco aproveitado em uma alternativa sustentável para aplicações na indústria de alimentos.
A valorização de matérias-primas oriundas da biodiversidade brasileira ganha um novo capítulo com o desenvolvimento de um ingrediente proteico obtido a partir do babaçu. A inovação foi criada pela BIOINFOOD em colaboração com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e tem como foco o aproveitamento de resíduos gerados na cadeia produtiva do fruto.
A solução utiliza processos biotecnológicos baseados em fermentação por leveduras para enriquecer a farinha produzida a partir do mesocarpo do babaçu, fração que tradicionalmente recebe pouca destinação econômica após a extração do óleo. Com a aplicação da tecnologia, os pesquisadores conseguiram elevar significativamente a concentração de proteínas do ingrediente.
De acordo com os dados divulgados pela equipe responsável pelo projeto, o teor proteico foi ampliado em mais de quatro vezes, passando de aproximadamente 1,5% para cerca de 7%. O avanço demonstra o potencial da fermentação como ferramenta para agregar valor a subprodutos agroindustriais e impulsionar soluções alinhadas aos princípios da economia circular.
Os primeiros testes já avaliaram a aplicação do ingrediente em formulações de hambúrgueres vegetais, indicando oportunidades para sua incorporação em diferentes categorias de alimentos com apelo nutricional. A iniciativa reforça a crescente busca da indústria por fontes alternativas de proteína que combinem inovação, sustentabilidade e melhor aproveitamento de recursos naturais.

