O setor de vitaminas, minerais e suplementos (VMS) no Brasil apresenta um cenário de crescimento contínuo em vendas, tornando o ambiente mercadológico cada vez mais competitivo.
A saturação deste segmento tem impulsionado marcas a investir em formatos inovadores e a explorar novas frentes de diferenciação para captar a atenção do consumidor. Um dos grandes desafios identificados é a lacuna entre a tendência de consumo e a prática cotidiana, especialmente no que diz respeito à ingestão de proteínas, que embora seja um tema em alta, ainda não se consolidou totalmente na rotina de uma parcela significativa da população.
Para ampliar a percepção de valor e expandir a base de usuários, a comunicação de benefícios voltados ao bem-estar e à longevidade mostra-se fundamental. Atualmente, o perfil de consumo no país revela que:
• 59% dos internautas consumiram vitaminas nos últimos 12 meses.
• 31% fizeram uso de suplementos no mesmo período.
• 28% utilizaram proteínas em sua dieta.
• 19% afirmam nunca ter tomado produtos da categoria VMS.
• 10% interromperam o uso de suplementos no último ano.
Desafios de rotina e o comportamento por gênero
Existe uma oportunidade estratégica em transformar o uso de VMS em um hábito preventivo voltado ao público masculino. De acordo com estudos da Mintel, dados apontam que 51% das mulheres consomem esses produtos diariamente, enquanto entre os homens esse índice é de 40%. Essa disparidade pode não indicar falta de interesse dos homens, mas sim o fato de que o autocuidado é um tema mais recorrente e estruturado no universo feminino.
Além disso, a realidade de consumo ainda não reflete a diversidade de produtos oferecidos pelo mercado. Culturalmente, o consumidor brasileiro não possui o hábito de integrar múltiplos tipos de suplementação simultaneamente. A distribuição da quantidade de produtos na rotina atual é a seguinte:
• 41% dos consumidores utilizam apenas um tipo de suplemento ou vitamina.
• 49% utilizam entre dois e três produtos diferentes.
• 7% fazem uso de quatro a cinco itens.
• 3% mantêm uma rotina com seis ou mais tipos de VMS.
Essa concentração em poucos itens revela um ponto de tensão entre a vasta variedade disponível nas prateleiras e o que é, de fato, incorporado pelo consumidor final.
O papel das redes sociais na jornada de descoberta
A fase que antecede o consumo é fortemente influenciada por estratégias digitais que despertam o desejo, com as redes sociais atuando como o “topo do funil” para inovações. Conteúdos curtos e de alto impacto são as principais fontes de informação para os usuários:
• Instagram: Lidera como fonte de informação para 39% dos consumidores.
• TikTok: Utilizado por 35% para descoberta de produtos.
• Podcasts ou vídeos: Relevantes para 30% do público interessado na categoria.
• X (antigo Twitter): Contribui com 14% das interações informativas sobre o tema.
A análise de especialistas indica que plataformas visuais são essenciais para o primeiro contato do consumidor com novos lançamentos, reforçando a necessidade de uma presença digital robusta e direcionada para profissionais e entusiastas do setor.